Gestão da Qualidade na Linha do Cuidado do Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Gestão da Qualidade na Linha do Cuidado do Acidente Vascular Cerebral (AVC)

RESUMO

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) registra grande incidência de morte e incapacidades no Brasil e no mundo, considerada a taxa mais alta das Américas, 10% de todas as mortes lhes são atribuídas. O presente trabalho teve como objetivo avaliar os impactos gerais da implementação da linha de cuidados Acidente Vascular Cerebral, (AVC) através da Gestão da qualidade em uma unidade hospitalar de médio porte. Para isso, dados provenientes de 256 pacientes (35% do sexo masculino e 65% sexo feminino), entre janeiro/2017 a abril/2018, acometidos por AVCI, foram avaliadas. A Escala Rankin foi utilizada para mensurar a qualidade através do grau de comprometimento físico dos pacientes, antes ao ictus e após 90 dias do AVC. Adicionalmente exemplos foram utilizados para ilustrar a relação entre o custo e qualidade do cuidado, bem como os indicadores de mortalidade e permanência hospitalar. Como resultado, a mortalidade reduziu de 13,56 para 4,35, para pacientes tratados desde o início dos sintomas na Unidade Hospitalar. A aplicação da tabela Rankin aos 130 pacientes diagnosticados por AVCI permitiu após 90 dias mensurar assertividade no diagnóstico e prognóstico proposto pela linha de cuidado do AVC, em média, 70% dos pacientes tratados clinicamente na fase aguda do AVCI, com Rankin de entrada entre 0 e 1, 60% permaneceram sem comprometimento funcional após 90 dias, melhorando a qualidade de vida e assistência. A redução da permanência foi de 13 para 7 dias e o custo hospitalar de R$18.464,14, ilustrados no desfecho clínico demonstrando eficiência na gestão.

Palavras-chave: AVC. Escala Rankin. Incapacidade Funcional. Epidemiologia.

Leia o artigo na íntegra: Artigo Com Agradecimento